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A velha renovação política brasileira

Na falta de coragem para mudar de política os partidos estão mudando de nome (mas o serviço ruim continua o mesmo).

No ano de 2014 a Espanha foi palco de um fenômeno político chamado “Podemos”, um partido fundado quatro meses antes da eleição e que, neste curto período conquistou uma multidão de seguidores nas redes sociais e cinco cadeiras no Parlamento.

No Brasil, em 2013 os partidos políticos receberam um ultimato da população: ou se renovam ou serão ignorados nas urnas.

Em toda nossa história está registrada a falta de capacidade criativa e coragem de inovação. A prática é sempre copiar o que já deu certo “lá fora”. Do rock’n roll à moda, passamos agora à clonagem na política. Se o “Yes, we can!” do Obama virou lei nas campanhas de 2014, agora a moda é partido político com nome imperativo: Podemos; Livres; Solidariedade; Novo.

Uma pena que os políticos estejam mudando apenas a casca. Estão trocando de roupa sem tomar banho.

Em junho de 2013 a população brasileira foi às ruas exigindo Segurança, Educação e Saúde. No dia 24 daquele mês a então presidente Dilma Rousseff anunciou cinco medidas que atenderiam a população:

1. Responsabilidade fiscal;
2. A convocação de um plebiscito sobre a reforma política;
3. Pacto pela saúde, com criação de novas vagas para médicos;
4. Investimento de 50 bilhões de reais em mobilidade urbana;
5. Mais recursos para a Educação.

Nenhuma mudança em nossa realidade até o momento. O aumento de verba em Educação não resultou em melhoria alguma, apenas desperdício de dinheiro. O transporte público continua sendo propriedade privada de meia-dúzia de empresários que ditam as regras no setor. A Saúde está em coma. Não houve plebiscito e nem reforma política. A [falta de] responsabilidade fiscal foi tão grande que custou o cargo da Presidente.

O Brasil precisa de muito mais do que copiar o progressismo europeu. O Brasil precisa de políticos que enxerguem o cidadão brasileiro como o contribuinte que é e não como um cliente que precisa ser seduzido por um nome bacana. Os partidos não precisam mudar de nome e sim mudar de postura, passar de aglomerado de ‘encostados no dinheiro público’ a ‘equipe de atuação política e social’.

E o eleitor, esse precisa apoiar a única equipe de profissionais empenhada em limpar o cenário político atual: a Operação Lava-Jato.

Só a Justiça pode nos levar a um 2018 realmente novo pois os velhos políticos estarão presos ou com a ficha-suja.

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