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Categoria: Mundo

O bolivarianismo já matou mais de cem manifestantes na Nicarágua

A Venezuela não é a única nação latina a viver um inferno bolivariano. Na Nicarágua, pelo menos 121 manifestantes foram mortos em dois meses de protesto contra o governo de Daniel Ortega, que já soma 17 anos no poder – sendo os 5 primeiros ocorridos entre 1985 e 1990.

De acordo com a Anistia Internacional, o presidente Daniel Ortega “não mostrou a menor inclinação para acabar com sua política sistemática de repressão violenta que já cobrou mais de 100 vidas em menos de dois meses, com um saldo que sobe a cada dia“.

O número de feridos é também assustador. Conforme contagem do Centro Nicaraguense de Direitos Humanos, já teria chegado a 1.300.

Além de Venezuela e Nicarágua, o bolivarianismo segue correndo nações como a Bolívia, onde Evo Morales ignora o resultado de um referendo e se prepara para um quarto mandato consecutivo.

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A economia venezuelana encolheu 13,2% em 2017

O PIB venezuelano encolheu 13,2% em 2017, de acordo com a Assembleia Nacional da Venezuela. Foi o quarto ano seguido de uma vertiginosa queda que já dura 18 trimestres. Em 2016, o tombo foi de 19%. Em 2015, de 5,7%. Em 2014, de 3,9%. A economia local iniciou o ano de 2018 impressionantes 36,2% menor do que era em 2013.

O mesmo parlamento estima que a inflação tenha fechado o período em 2.616%. Mas todos os números são tratados por Nicolás Maduro como oficiosos, uma vez que o Banco Central está proibido de se pronunciar a respeito desde o segundo semestre de 2015.

Os defensores do ditador alegam que a Venezuela simplesmente estaria sendo vitimada por uma queda na cotação do barril do petróleo – que já voltou a subir, diga-se.

Mas o país está longe de ser o único com tamanha dependência do commodity. Contudo, desconhece-se nação que viva colapso semelhante no mundo.

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Mais de 12 milhões de venezuelanos gostariam de fugir da ditadura bolivariana

Apesar de noticiar a calamidade vivida pelovenezuelano após o bolivarianismo transformar o país numa ditadura, a imprensa vinha faltando com empenho para detalhar o fluxo migratório daqueles que fogem de mais um experimento socialista fracassado. Quando o Wall Street Jornal finalmente foi aos números, o estrago já estava feito. Desde que Hugo Chávez chegou ao poder, por volta de 3 milhões de pessoas abandonaram o país, 40% disso apenas entre 2016 e 2017.

Para efeito de comparação, a crise europeia contabilizou até 2016 por volta de 2,3 milhões de imigrantes buscando asilo além das fronteiras de seus países. Se 600 mil sírios tentaram refúgio na Alemanha, por volta de 550 mil venezuelanos foram atrás de socorro na Colômbia.

Até fevereiro de 2018, quarenta mil refugiados tinham chegado ao Brasil. Um número substancialmente menor para um país de proporções continentais, mas extremamente problemático para um estado como Roraima.

Em 2018, a economia da Venezuela equivalerá à metade do tamanho observado em 2013, quando Nicolás Maduro venceu a eleição presidencial. Uma pesquisa em âmbito nacional descobriu em dezembro de 2017 que 40% dos entrevistados queriam tomar a mesma medida drástica dos 10% que já fugiram. É um indicativo de que a crise pode estar apenas começando.

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Era falsa a notícia reverberada na imprensa sobre homem que tentara cortar o “hijab” de garota no Canadá

Janeiro de 2018 começou a esquentar quando Khawlah Noman ganhou o noticiário dizendo que um homem por duas vezes tentou cortar o “hijab” dela enquanto ia para a escola com o irmão. Mesmo em se tratando de uma garota com apenas 11 anos de idade, as autoridades não aguardaram a apuração dos fatos para repudiarem o ocorrido. Do prefeito de Toronto ao primeiro-ministro do Canadá, a comoção foi barulhenta.

Três dias depois, contudo, a polícia pôde confirmar que nada daquilo acontecera. O próprio prefeito de Toronto ajudou a desmentir. Mas, como se vê no compartilhamento das mensagens, a repercussão foi bem menor.

Conforme relatado à CBC, mesmo cometendo uma falsa comunicação de crime, a garota não enfrentará qualquer consequência legal. O que só fortalece a suspeita de que o combate ao que se convencionou chamar de “fake news” tem alvos bem selecionados. E a lei não há de atingir qualquer aliado da esquerda progressista.

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Se no Brasil a adesão foi baixa, as ruas da República Dominicana lotaram contra a Odebrecht

Os braços do petismo nunca se contentaram apenas com o Brasil, por isso, durante as gestões do partido, o Governo Federal foi usado para tocar obras na América Latina e África. Com a Lava Jato confirmando o que todos desconfiavam, caiu não só o império vermelho brasileiro, mas todos aqueles que se deixaram encantar com o discurso lulista. E isso inclui a República Dominicana.

Se, por aqui, a adesão ao ato que pretendia defender a Lava Jato foi baixa, lá, um protesto contra as interferência da Odebrecht na política local findou em milhares de manifestantes nas ruas. O que rendeu a imagem mais acima, retiradas das redes sociais no 26 de março de 2017.

O evento, o segundo com esta intenção, foi chamado de “Marcha Verde”. Mas lá a investigação ainda engatinha.

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As candidaturas de Hillary e Trump nasceram da escolha de menos de 10% dos americanos

O sistema eleitoral americano finda em gestores bem mais competentes do que os brasileiros, mas há um inegável problema com a representatividade. Ao final, eram quatro candidatos disputando a Casa Branca em 2016, todavia só Hillary Clinton e Donald Trump representavam partidos com força suficiente para governar. Ambos, contudo, eram frutos da escolha de menos de 10% da população local.

O NY Times se dispôs a explicar o fenômeno. A nação já possui 324 milhões de habitantes, contudo são descartados 103 milhões de crianças, criminosos e estrangeiros sem cidadania americana. Em média, 88 milhões de cidadãos simplesmente não comparecem às urnas, enquanto outros 73 milhões não participam das primárias.

Os 18,5% restantes se dividem, também em média, em 30 milhões para cada partido: Republicano e Democrata. Mas a profusão de pré-candidatos em cada agremiação fez com que os dois vitoriosos acumulassem o interesse de apenas metade deste montante, ou 9% da população.

Quando foram às urnas no 8 de novembro passado, buscavam a simpatia dos outros 191 milhões de votos. Aconteceu de 137 milhões deles atenderem ao chamado, o que findou em 4 anos de mandato para Trump.

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Exemplos no exterior provam que guerra contra o crack precisa unir saúde e segurança pública

Há ao menos um efeito positivo do levante de João Doria contra a Cracolândia em São Paulo: o debate sobre o tema esquentou, e de forma propositiva. Em matéria para o Jornal Hoje, a Globo lembrou a solução americana em Nova Iorque, que já havia sido de tema de reportagem do Bom Dia Brasil em 2013.

Nos anos 1980, um terço dos homicídios na metrópole tinham relação com o consumo de crack. Em acordo com a política de tolerância zero do prefeito Rudolph Giuliani, o efetivo policial cresceu 45%, com um mínimo de 15 anos de cadeia para o traficante flagrado portando ao menos 110 gramas de qualquer tipo de droga. A ação contou com forte atuação de policiais à paisana, além da colaboração de associações de bairro.

Na Europa, a batalha foi mais “humanizada”. Em Frankfurt, o primeiro passo foi a descriminalização do usuário, com o entendimento de que se tratava de um problema de saúde, e não de segurança pública. Salas para consumo controlado dos entorpecentes foram preparadas, com o foco nas terapias de substituição, que não levam o usuário à abstinência, mas ao controle do próprio vício, sempre monitorados por médicos, que disponibilizavam opioides, como a metadona, em quantidades seguras. As forças policiais só entraram em campo quando o ambiente para tratamento estava preparado. E para exclusivamente conter o assédio dos traficantes.

Há um detalhe importante, contudo: na Alemanha, a vilã era a heroína. E não há tratamento semelhante que funcione contra o crack. Mesmo contra a cocaína, as pesquisas são recentes.

Em ambos os exemplos, resta uma certeza: não há um remédio que sozinho resolva o problema. A solução passa por um trabalho coordenado entre a segurança e a saúde pública, além de um diálogo claro com a sociedade.

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Em 2001, a Venezuela foi a nação mais rica da América do Sul – agora é uma das mais pobres

A afirmação foi feita pela Economist após avaliar a situação na qual se encontra o vizinho bolivariano mais ao norte. De acordo com vazamento do Banco Central venezuelano, a economia local encolheu 18,6% em 2016, com inflação na casa dos 800%. Para 2017, o FMI calcula um processo de desvalorização quase três vezes superior.

Quando o chavismo tomou conta dos rumos do país no início do século, a Venezuela chegou a crescer perto dos 20%, e se acostumou com o crescimento do PIB entre 5% e 10%. Mas 5 dos últimos 8 anos foram de profunda recessão, o que leva à certeza de que o Socialismo do Século XXI só sobrevivia graças ao “boom das commodities”, motor do crescimento chinês por duas décadas.

Hoje, a crise já se tornou humanitária, com reflexos além das próprias fronteiras. O governo de Roraima não vem conseguindo dar conta do fluxo migratório, e o problema começa a afetar outros estados, como o Amazonas.

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Lula teria usado propina da Odebrecht para bancar campanha de ex-presidente do Peru

O Antagonista já tinha trazido em primeira mão as provas de que Odebrecht mantinha com a Presidência da República contas correntes para uso das gestões Lula e Dilma Rousseff. Agora, trouxe detalhes do que os extratos significavam. Um deles, contudo, deve causar um bom barulho além das fronteiras brasileiras.

Porque Ollanta Humala elegeu-se presidente do Peru em 6 de junho de 2011, cargo que ocupou por cinco anos. No extrato apresentado pela empreiteira ao TSE, justamente em 2011, consta um saque de R$ 4,8 milhões para o “Projeto OH”. Segundo o Antagonista, seriam valores destinados à campanha do candidato peruano.

De acordo com Marcelo Odebrecht, os valores da referida conta só eram movimentados por Antonio Palocci em benefício do ex-presidente do Brasil. Em outras palavras, com propina retirada de obras superfaturadas no Brasil, o petista teria ajudado a bancar a campanha do ex-presidente do Peru.

É grave. É gravíssimo! Tanto para o brasileiro, quanto para o peruano, que já foi chamado a dar explicações à Justiça local.

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O caos socialista fez da Venezuela o país onde mais morrem de AIDS no mundo

Quando chegou ao poder, Hugo Chávez importou para a Venezuela a receita de sucesso brasileira. Desde aquele 1999, a rede pública de saúde passaria a tratar os soros positivos sem custos para os pacientes. O pacote de ações incluía a importação de medicamentos genéricos da Índia, a quebra de patentes farmacêuticas e a distribuição de preservativo a grupos de risco, como indivíduos que se prostituíam, homossexuais masculinos e usuários de drogas injetáveis.

Mas, a médio prazo, todo o sucesso da investida se perdeu. Porque o caos econômico proporcionado pelo “Socialismo do século XXI” destruiu todas as conquistas do programa. Stephanie Nolen, correspondente do Globe and Mail, conheceu ambos os momentos. E afirmou categoricamente:

Não há lugar no mundo em que as pessoas morram de AIDS no ritmo e nos números da Venezuela: até mesmo os mais pobres países africanos têm hoje programas de tratamento contra o HIV.”

O sistema público de saúde não mais fornece testes de HIV, nem distribui preservativos, que hoje custam uma fortuna no comércio. Desta forma, o vírus tem se espalhado entre parceiros sexuais, e até mesmo de mães para filhos, uma vez que leite em pó para recém-nascidos é também um produto raro nas prateleiras.

Como os números do governo Maduro não são confiáveis, os dados da UNAIDS estão defasados em meia década. Há cinco anos, a instituição contabilizava 130 mil soros positivos na Venezuela, com um aumento anual de 11 mil. A lógica leva a crer que atualmente haja por volta de 200 mil infectados, mas não leva em consideração que o ritmo acelerou bastante recentemente.

Em 2015, por volta de 63 mil pacientes tomavam antirretrovirais, mas a falta constante do medicamento tem causado um efeito até mais danoso aos medicados: como o tratamento enfrenta várias interrupções, o vírus ganha resistência em seus organismos.

É um drama que poderia ter sido evitado se o norte ideológico do comando político não tivesse ignorado as leis mais básicas da economia.

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