Ao atacar os anunciantes do YouTube, a imprensa trai o Google e vira uma agente da censura – politicas.info
Comunicação

Ao atacar os anunciantes do YouTube, a imprensa trai o Google e vira uma agente da censura

Jornais empilhados.

O jornalismo deveria ser o maior defensor da liberdade de expressão, mas se converteu no seu maior inimigo

Foto: Jon S

Em 2016, a imprensa ocidental fez uma péssima cobertura da eleição americana, saindo desmoralizada ao errar o resultado final. Quem findaria por cima? Veículos que viviam de denunciar o governismo dos jornalistas: BreitBart, Infowars e WikiLeaks, entre outros. Motivo: previram a vitória de Donald Trump.

A saída encontrada pela MSM (mainstream media) foi bastante reprovável: inventar que não anteciparam a derrota de Hillary Clinton porque o eleitor teria sido ludibriado por notícias falsas. Assim, com seguidas pautas negativas, pressionou o Vale do Silício para que as gigantes de tecnologia premiassem a imprensa com filtros que definiriam o que seria verdadeiro ou falso na internet. Uma das primeiras a ceder à pressão foi o Google. Que entregou a alguns veículos o poder de distribuir um selo de “notícia verificada” – um gesto, como se verá nos próximos parágrafos, estúpido.

Afinal, a imprensa não se contentou com a ferramenta. Pois percebera que os sites alternativos que roubaram-lhe a credibilidade já não contavam com o apoio do mercado tradicional, uma vez que o meio publicitário é tão tomado pela esquerda quanto o jornalismo. Os “alt-right” faziam uso de “programas filiados”, ou seja, de empresas de tecnologia que intermediam a venda de anúncios, cumprindo um papel tradicionalmente reservado a agências de publicidade. Era preciso, portanto, atacar os anunciantes que expunham a própria marca em ambientes tão politicamente “indesejados”.

E a primeira vítima foi justo o YouTube. Ou seja, o Google. O mesmo Google que havia cedido à pressão e entregue a jornalistas o selo de verificação de notícias.

O modelo de negócios do YouTube sofreu um duro golpe. Estima-se que o prejuízo com o boicote das marcas atingidas pelas reportagens depreciativas já tenha atingido, em apenas algumas semanas, a casa dos bilhões de dólares. No desespero, o gigante dos vídeos está penalizando vários de seus principais criadores de conteúdo, que já sentem o baque financeiro e exploram outras alternativas de ganhos que não precisem da plataforma do Google.

No Brasil, a partida foi dada pelo UOL, que publicou uma “carta aberta” reclamando da publicidade online. E não será estranho se em breve começar a atacar marcas que exibam suas campanhas em sites que serão noticiados como “extremistas”, mas não passam de publicações que ousam questionar o viés esquerdista da produção jornalística.

Projetos como O Antagonista, tão primordial para o impeachment e o processo de cassação que hoje põe em risco o governo Temer, jamais teriam sobrevivido sem o auxílio de serviços como o AdSense, uma vez que as agências publicitárias se negavam a veicular anúncios nos textos de Diogo Mainardi, Mario Sabino e Claudio Dantas.

Portanto, que fique claro, toda essa movimentação precisa ser lida como um ato de censura, ainda que não venha do Estado. Até porque tem uma origem ainda mais condenável, uma vez que a imprensa deveria ser a maior defensora da liberdade de expressão. E, hoje, resta evidente, é sua maior inimiga.

Fonte: UOL

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