Ou eu luto contra a esquerda, ou a esquerda acaba comigo – politicas.info
Primeira Pessoa

Ou eu luto contra a esquerda, ou a esquerda acaba comigo

Por isso eu luto

São Paulo, 17.04.2017 - Imagem: screenshot Youtube.

A esquerda me fez de vilão porque nasci homem. A esquerda me fez de vilão porque nasci hétero. A esquerda me fez de vilão porque não nasci negro, e assim ela me tem por branco, ignorando que se trata de um termo historicamente utilizado para povos originários da Europa Ocidental.

A esquerda me fez de vilão porque eu orava para Deus, e não para Alá. Ignorando que meus pais nasceram paupérrimos, a esquerda me fez de vilão porque eu nasci na classe média. A esquerda me fez de vilão até porque eu sou coxinha.

Quando eu chegar aos 60 anos, a esquerda me fará de vilão porque eu simplesmente envelheci.

A esquerda só não me faz de vilão quando me vê como nordestino. Mas isso ocorre após o Nordeste votar em peso na esquerda. Antes, eu lembro bem, a esquerda nos chamava de “curral eleitoral”.

Todavia, essa situação não deve durar muito. Porque, onde o mercado é fraco, a população precisa do Estado. E é assim no Nordeste. Em breve, a região irá se tocar que não é mais a esquerda quem está no poder. E o voto continuará entregue ao governo, ao Estado, e não à esquerda. É quando esta mesma esquerda chamará este mesmo Nordeste de traidor.

Para se manter no poder, a esquerda alimentou conflitos e dividiu o país. Antes, éramos mestiços, éramos gays, lésbicas e simpatizantes, éramos brasileiros e brasileiras, éramos 90 milhões em ação, éramos nós contra eles. Agora nos dividem entre quem tem direito a cota e quem não tem, excluíram o “simpatizante” da causa gay, mulheres são estimuladas a verem nos homens os seus maiores algozes, o sul é cantado como inimigo do norte e o Nordeste virou uma região a qual evito visitar pois não posso nem me expressar em público contra tudo isso. É artista contra “coxinha”, é jovem contra velho, é a eterna vontade de censurar aquele que discorda de você, derrubar o perfil, a página, o site com anúncio no Google, e não deixar que o pensamento divergente se propague.

Eu não tenho a menor dúvida de que o Brasil era melhor antes de a esquerda chegar ao poder. Em vez da censura politicamente correta, tínhamos plena liberdade de expressão, as contas públicas melhoravam ano a ano, fazíamos um movimento de convergência social, trabalhávamos os conflitos para que fossem resolvidos no diálogo, mesmo o marrento líder da esquerda foi amaciado numa versão “paz e amor”. Até o futebol era melhor, muito melhor.

Depois da esquerda, bem… É essa destruição que vocês estão vendo. Mas nada é mais repugnante do que um formulário que tenho aberto no monitor ao lado. Nele, o Instituto Federal do Pará dita padrões para se definir quem é negro ou não. Na tabela, são examinados o nariz, a pele, a boca, os dentes, o maxilar, o crânio, a face, o cabelo, a barba e os “arcos zigomáticos” – não me perguntem pois também não sei o que é – dos candidatos. No nariz, o avaliador pode escolher entre “curto”, “largo” ou “chato”. Na boca, há as opções “lábios grossos”, “dentes muito alvos e oblíquos” e “mucosas roxas”. Para cabelos, sugerem “crespos” ou “encarapinhados”.

Isso é uma distopia. E eu me recuso a viver nela.

Ou o Brasil coloca a esquerda no seu devido lugar, ou a esquerda acaba com o Brasil – como acabou com tantos outros países.

A esquerda me fez de vilão porque eu ousei questionar a esquerda quando eu ainda me considerava esquerdista. E colocou a maior parte dos meus amigos e parentes contra mim.

A esquerda me transformou num “estuprador em potencial”.

Ou eu luto contra a esquerda, ou a esquerda acaba comigo.

Por isso eu luto.

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