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Três anos após desarmar os venezuelanos, Maduro deu um fuzil a cada um de seus milicianos

04.06.2016 - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro

Contra protestos constantes na Venezuela, Maduro prometer armar um exército com um milhão de milicianos

Foto: Ismael Francisco/ Cubadebate

Em 2009, o governo venezuelano dizia ter em seu território um total de 15 milhões de armas, entre legais e ilegais. Era basicamente uma para cada dois habitantes. Em 2013, usando como justificativa uma onda de violência que tomara conta dos grandes centros, Nicolás Maduro promulgou a lei para o controle de armas, punindo com até 20 anos de prisão o porte ilegal dessas. No ano seguinte, aprovou US$ 47,6 milhões criando o plano nacional de desarmamento, incentivando a entrega voluntária de armas de fogo.

Na ocasião, o aspirante a ditador se pronunciou nos seguintes termos:

“Arranca o plano nacional de desarmamento com esta nova etapa, com os recursos aprovados, com a instalação de 60 centros de desarmamento e com a participação do movimento pela paz e vida. Continuemos atrás do sonho, atrás da utopia de uma Venezuela de paz.”

Nem três anos se passaram, em resposta a protestos constantes contra seu governo, Maduro surge nas manchetes dizendo que ampliou para 500 mil o total de milicianos que o defende da fúria do próprio povo. A meta dele é entregar um fuzil na mão de cada membro de sua guarda. E chegar a um milhão de soldados:

“A Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) deve garantir um fuzil a cada miliciano. (…) Aprovei os planos para ampliar a 500 mil o número de milicianos. O mais rápido possível estaremos treinando um milhão de milicianos armados para preservar a soberania da Pátria.”

No início de abril, de acordo com a OEA, Maduro deu um golpe de Estado na Venezuela, inutilizando a Congresso e concedendo poderes legislativos a uma Suprema Corte aparelhada. Em outras palavras, acabava de vez com o que restava de democracia no país.

Na época em que lançou o plano de desarmamento, os críticos diziam que o presidente venezuelano abria caminho para se consolidar no poder através da força. Hoje, as críticas soam mais certeiras do que nunca.

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Fonte: O Globo

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