As forças armadas dos EUA gastam 10 vezes mais com disfunção erétil do que com 7 mil transgêneros – politicas.info
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As forças armadas dos EUA gastam 10 vezes mais com disfunção erétil do que com 7 mil transgêneros

Ao banir militares transgêneros, Trump opôs-se à postura de aliados históricos dos EUA, como Israel e Reino Unido

Foto: Gage Skidmore

O Air Force Times tem por lema sentir “orgulho de servir àqueles que servem“. Mas, para fazer trocadilho com uma expressão que voltou à moda, “ficou pistola” com a decisão de Donald Trump de expulsar militares transgêneros, ou negar-lhes até mesmo o alistamento. Sem citar números, o presidente americano justificou a iniciativa pelos custos cirúrgicos da mudança de gênero – no ano anterior, Barack Obama havia se comprometido a financiar com verba pública os procedimentos de “reafectação sexual” daqueles que fossem aceitos na corporação.

A desculpa não colou. Por exemplo, as forças armadas americanas gastam dez vezes mais – por volta de US$ 82,2 milhões – com tratamento para disfunção erétil de seus homens do que com a saúde dos sete mil transgêneros que hoje servem a ela. Que são uma massa expressiva. Apesar de representarem uma pequena fatia do 1,3 milhão de militares da ativa, trata-se de um grupo maior que o exército de ao menos trinta nações.

O sargento Logan Ireland surgiu no portal dedicado à força aérea desafiando o morador da Casa Branca:

“Gostaria de vê-lo tentar me expulsar das forças armadas. Eu vou à Justiça. Você não vai me negar o direito de servir ao meu país quando estou totalmente qualificado, capacitado e disposto a dedicar a minha vida.”

Politicamente falando, soou mais uma decisão equivocada de Trump. Por causa de 0,31% da corporação, para firmar-se com a fatia mais conservadora, desagradou toda a outra parte do próprio eleitorado, inflou o discurso dos opositores e ainda foi de encontro à postura de alguns dos principais aliados dos Estados Unidos, como Austrália, Canadá, Israel e Reino Unido.

Fonte: Air Force Times

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