Agora em 2016, a ONU trouxe um dado polêmico que desmente muito do que se diz sobre a AIDS – politicas.info
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Agora em 2016, a ONU trouxe um dado polêmico que desmente muito do que se diz sobre a AIDS

AIDS - HIV

Grupos de risco não só ainda existem, como respondem por um terço dos novos casos de AIDS

Foto: Sham Hardy

É um tema bastante delicado, pois envolve não só preconceito, mas também uma militância aguerrida que se acostumou a reverberar dados imprecisos como forma de se proteger dos preconceituosos que a persegue. Mas esconder a realidade pode contribuir para que uma postura mais desleixada prejudique ainda mais a própria minoria.

Já tem alguns anos, espalhou-se no senso comum que, no tocante ao HIV, os homossexuais masculinos não mais faziam parte de qualquer grupo de risco. Passou-se a combater até mesmo a prática dos bancos de sangue, que evitam ainda hoje receber doações de qualquer indivíduo – hétero ou homossexual – com vida sexual menos conservadora. Contudo, dados divulgados agora em julho de 2016 pelo UNAids – o programa da ONU de combate à doença – colocam em dúvida tanta certeza.

Conforme publicado sem destaque por grande parte dos veículos brasileiros, “homens que mantêm relações com outros homens têm 24 vezes mais chances de serem contaminados do que a média da população“. Trata-se do mesmo risco que correm, por exemplo, os usuários de drogas injetáveis. Para efeito de comparação, prostitutas superam em 10 vezes a média, enquanto prisioneiros chegam a 5 vezes.

Ainda segundo o alerta, mesmo longe de representarem um terço da população, esses grupos de vulneráveis contemplam um terço das novas infecções por HIV no mundo desde 2010.

Enquanto o politicamente correto seguir escondendo esse tipo de informação, essas pessoas continuarão correndo mais e mais riscos. Afinal, se havia a esperança de a doença encontrar um fim até 2030, as chances estão diminuindo.

Fonte: Correio Braziliense

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