Após caso Snowden, o governo Dilma cortou 70% da verba do Google – politicas.info
Comunicação

Após caso Snowden, o governo Dilma cortou 70% da verba do Google

Eduard Snowden

Enquanto Dilma cortava a verba publicitária do Google, a do Facebook era multiplicada por 30

Screenshot: YouTube.

Em decorrência do sucesso de Barack Obama em 2008, a campanha de 2010 seria a primeira em que os candidatos brasileiros explorariam em peso as redes sociais. E Dilma Rousseff tornar-se-ia o primeiro fruto deste trabalho a assumir a Presidência da República.

Desde então, o governo federal multiplicaria por 15 o investimento publicitário reservado a veículos como Facebook, Google, LinkedIn e Twitter.

Em 2013, contudo, chegaria ao noticiário que Dilma fora espionada justamente por Obama. E, mesmo que os servidores explorados pela CIA pertencessem também a empresas como Apple e Facebook, foi contra o Google que o rancor da presidente se voltou. Ao ponto de a petista chegar a prometer a criação de um concorrente nacional a ser desenvolvido pelos Correios. Contudo, uma retaliação mais prática surgiu dos gastos com publicidade levantados em 2016 pelo jornalista Fernando Rodrigues, do UOL.

Em 2012, a gestão Dilma investiu R$ 1,8 milhão na gigante de buscas que também vende serviços como YouTube e Mais. No ano seguinte, a verba seria ampliada em 86%, chegando a R$ 3,4 milhões. Mas tudo mudaria após Edward Snowden contar o que sabia no WikiLeaks. Em 2014, o governo cortaria a verba do Google em mais de 70%, corte este que se repetiria em 2015, fazendo com que a marca fosse superada até mesmo pelo LinkedIn. Nos quatro meses que governou em 2016, mesmo com todo o sucesso de “youtubers” influenciadores, a petista não liberaria um único centavo para a empresa.

Nesse meio tempo, o principal beneficiado seria Mark Zuckerberg, com quem Dilma andou se encontrando pessoalmente. O Facebook viria a verba publicitária do governo brasileiro multiplicar-se por 30 entre 2011 e 2015. Mesmo em 2016, com toda a crise política e econômica, receberia quase 80% dos valores reservados ao setor. No ano passado, cada usuário da rede social custaria aos cofres públicos brasileiros R$ 1,18, valor 21% superior ao custo proporcional dos twitteiros, ou 17 vezes superior ao recebido pelo Google.

Toda a movimentação lembra algo já denunciado por Boris Casoy em entrevista na TV.

Dilma ainda prometia a assessores que sairia ilesa do processo de impeachment quando seria flagrada em grampo tentando obstruir a justiça. Ironia do destino: quem no Twitter riria da cara da presidente, que, após três anos, ainda não usava uma criptografia decente na própria comunicação? Snowden.

Fonte: UOL

Clique para comentar

Envie-nos uma pauta, esclareça sua dúvida ou corrija/acrescente informações:

Liberdade, Capitalismo & Democracia.

Copyright © 2015 - ÁpyusCom

Para o Início