Você sabe o nome deste homem? Em Brasília, trabalham para que ele seja o próximo presidente – politicas.info
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Você sabe o nome deste homem? Em Brasília, trabalham para que ele seja o próximo presidente

23/04/2015- Brasília- DF, Brasil- O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim fala na Comissão especial sobre o pacto federativo, durante audiência pública

Renegar o xadrez político é tudo o que o Congresso mais deseja que a opinião pública faça

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O valor relativo das peças é uma das técnicas exploradas por enxadristas no cálculo da jogada a ser executada. Por padrão, peões recebem o valor 1; cavalos, 3; bispos, 3; torres, 5 e rainha, 9. Mas podem variar a depender da posição, ou mesmo da estratégia arquitetada. Vem desta lógica os movimentos que permitem sacrificar peças menores em favorecimento das maiores, ou ainda o inverso.

Por isso o “sacrifício da rainha” é uma medida tão arriscada. Não faz sentido abrir mão de arma tão potente por um mero ganho de posição. Mas há raríssimas exceções que a justificam, como na captura da dama oponente, ou a iminência de um xeque-mate.

Quando Romero Jucá surge em grampo defendendo um acordo “com o Supremo, com tudo“, Brasília calculou que chegara a hora de sacrificar a rainha. Que Dilma Rousseff já não mais tinha força para conter a Lava Jato e acalmar a opinião pública, que tanto queria o impeachment dela. Deram ouvido às vozes da rua só quando imaginaram que o xeque-mate viria com Michel Temer da Presidência.

No atual governo, duas são as pautas principais, e Aécio Neves foi flagrado dizendo não ter outro objetivo em sua atuação parlamentar: anistiar o caixa dois e aprovar o projeto contra abuso de autoridade. Mas, por mais que tentem, um ano depois, ambas as medidas não saíram da discussão.

Quando Dilma presidia o país, contudo, ao menos duas investidas do tipo surtiram efeito: o Governo  Federal facilitou as assinaturas de acordos de leniência, e sancionou a repatriação de recursos desviados, o que vem permitindo à Receita Federal servir de lavanderia para tanto dinheiro sujo.

Ainda no grampo em que Aécio é flagrado, Michel Temer é descrito como um presidente fraco, como alguém sem coragem para peitar a opinião pública e sancionar os absurdos arquitetados no Congresso. Nos últimos dias, o noticiário descreve a articulação feita para que Nelson Jobim o suceda via eleição indireta.

Jobim tem trânsito no PSDB e no PT. Vem da Suprema Corte e parece pouco se importar com o que possam pensar dele, ou então não estaria se metendo com Lula e FHC nesta altura do campeonato. Do pouco que se sabe de personagem ora tão obscuro, alinha-se perfeitamente com todas as opiniões asquerosas flagradas na boca de Aécio. E é visto como o homem forte que Temer não consegue ser.

A negação do xadrez político é tudo o que os enxadristas brasilienses mais desejam que a opinião pública encampe. Os caciques palacianos não sacrificariam uma segunda rainha sem colocar a Lava Jato em xeque. A opinião pública não pode mergulhar de cabeça na frigideira só porque precisa sustentar as frases de efeito que publica nas redes sociais.

É preciso defender o certo. Mas, mais do que isso, é preciso antever a jogada seguinte. Derruba-se Temer e faz o que depois? Acompanha de braços cruzados Nelson Jobim avançar contra a Lava Jato? Ou propõe um nome alternativo e pressiona parlamentares para que baixem a cabeça para as vozes de seus eleitores?

Obviamente, o segundo caso. Mas quem?

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