Se o que aconteceu no 28 de abril for “greve geral”, o PCC aterrorizando o comércio também é – politicas.info
Comentário

Se o que aconteceu no 28 de abril for “greve geral”, o PCC aterrorizando o comércio também é

A oposição poderia ter feito um ato histórico contra o governo Temer, mas preferiu se entregar à delinquência

Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil

O jornalismo se preparou para cobrir um ato político histórico, havia a expectativa de a oposição marcar contra o governo Temer golaço semelhante ao anotado pelos anti-petistas em temporadas anteriores contra o governo Dilma. Mas bastou o sol raiar para o noticiário perceber que novamente as ruas tinham sido tomadas por uma militância delinquente que tanto mal faz ao país – e à própria esquerda.

Pneus queimados impediam trabalhadores de se locomoverem, marchas obrigavam pequenos comerciantes a baixarem suas portas, a polícia era provocada gratuitamente até que o revide viesse e o fotógrafo registrasse a agressão como se gratuita fosse, membros da CUT espancavam taxistas que tentavam reaver o prejuízo de seus alvarás nos aeroportos das capitais, black blocs depredavam restaurantes e residências, ônibus eram queimados e até uma manilha de concreto foi colocada nos trilhos de um trem sob o risco de causar um descarrilamento. Acidentes fatais poderiam ter ocorrido, seja por atropelamento em vias de alta velocidade, pela indignação de cidadãos que se sentiam cerceados, ou mesmo pela resposta truculenta das forças de segurança.

Se havia dúvida do fracasso do ato, a certeza veio com a ausência das principais vozes partidárias ao final do dia, algo que ocorrera em 15 de março, mas faltou um mês e meio depois. Nas redes sociais, vários parlamentares que se empenharam na convocação dedicaram o dia a postagens agendadas ou mesmo a comentários sobre outros temas.

As centrais sindicais, responsáveis oficiais pelo protesto, insistiram em chamá-lo de “greve geral”, no que foram servilmente atendidas pela imprensa, que destacou o termo incansavelmente.

Se tamanha distopia for uma greve geral, greves gerais em pouco diferem do terrorismo proporcionado por facções criminosas que, em resposta à sociedade, obrigam o comércio a baixar portas. Um país sério jamais aceitaria isso com naturalidade. Mas o Brasil ainda está longe de ser um país sério.

1 Comentário

1 Comentário

  1. Pingback: A esquerda pôs concreto na linha do trem, nem assim foi chamada de “extrema” pela imprensa – politicas.info

Envie-nos uma pauta, esclareça sua dúvida ou corrija/acrescente informações:

Últimas Notícias

Para o Início