Pela lógica de Rodrigo Janot, Lula deveria ter sido preso ainda em 2013 – politicas.info
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Pela lógica de Rodrigo Janot, Lula deveria ter sido preso ainda em 2013

16.04.2016: Lula discursa durante manifestação contrária ao impeachment. Foto: Agência Brasil Fotografias

Para o PGR, os elementos probatórios colhidos apontam que o Petrolão não seria possível sem a participação de Lula

Foto: Agência Brasil Fotografias

No ano passado, em evento da universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Rodrigo Janot deu uma palestra na qual defenderia que o Petrolão seria uma continuação do Mensalão. Nestes termos:

“Estou convencido com as circunstâncias de fato que existem hoje é que não existiu um mensalão e não existiu uma Lava Jato. É toda uma operação conjugada. O mensalão foi parte do iceberg que foi depois veio a ser descoberto e nem todo. Acho que esse iceberg ainda tem parte submersa.”

Na semana seguinte, já no Brasil, o procurador-geral da República pediria a inclusão do nome de Lula como um dos investigados no inquérito 3.989. E, com as aspas abaixo, defenderia que o Petrolão não seria possível sem a participação do ex-presidente:

“Pelo panorama dos elementos probatórios colhidos até aqui e descritos ao longo dessa manifestação, essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dela participasse.”

Trata-se, por tanto, de uma conclusão lógica: se o Mensalão nada mais era do que a “ponta do iceberg” do Petrolão, e o Petrolão não seria possível sem a participação de Lula, o ex-presidente deveria ter sigo julgado pelo STF e condenado à prisão ainda em 2013, quando foram presos companheiros petistas como José Genoino (condenado a 6 anos e 11 meses em regime semi-aberto), Delúbio Soares (8 anos e 11 meses de detenção) e José Dirceu (10 anos e 10 meses de detenção).

O jurista Ives Gandra, desde o julgamento, alertava que, pela teoria do domínio de fato explorada por Joaquim Barbosa, “o maior beneficiário era o presidente Lula, o que vale dizer que se trouxe a teoria pela metade”.

A Lava Jato segue com a chance de fazer Justiça, ainda que tardia.

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Fonte: G1

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