É preciso esclarecer: a Odebrecht não pagava, quem pagava (sem saber) era o povo brasileiro – politicas.info
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É preciso esclarecer: a Odebrecht não pagava, quem pagava (sem saber) era o povo brasileiro

Marcelo Odebrecht

A verba para esquema tão corrupto nascia do superfaturamento de obras públicas

Foto: Worldsteel

Desde que o sigilo da delação da Odebrecht foi às favas, o noticiário tem sido tomado por manchetes que associavam a empreiteira a verbos como “bancar”, “desembolsar”, “custear” ou mesmo “financiar”. Na mais assustadora das cifras, a própria agência de comunicação do Governo Federal destacou no título: “Setor de propinas da Odebrecht pagou R$ 10,6 bilhões entre 2006 e 2014“. Mas, por mais que o jornalismo, neste caso, esteja de fato cumprindo o papel original, essa leitura não favorece o entendimento real do que aconteceu.

Porque toda essa grana não se originava na Odebrecht, mas no superfaturamento de obras públicas. Ou seja, a empreiteira funcionava como um banco que retinha a verba em excesso oriunda de licitações fraudadas. E a redistribuía ao sabor dos próprios interesses, numa relação promíscua com o poder público, ou o que resultaria na bancarrota da nação.

Em outras palavras, a farra era feita com dinheiro público, com o suor do trabalhador brasileiro, este, sim, financiador involuntário de um esquema de corrupção que findaria na ruína atual.

Se essa história não for contada do ponto de vista correto, aumentará o risco de ela se repetir.

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Fonte: EBC

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