A ONU cooptou universidades brasileiras para que persigam “objetivos globais” – politicas.info
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A ONU cooptou universidades brasileiras para que persigam “objetivos globais”

Mesmo com tanto problema local, a ONU trabalha para que educação brasileira adira a uma agenda internacional

Foto: Tulane Public Relations

O texto não causa muito espanto, soa bem intencionado até. Em resumo: a ONU, por intermédio do PNUD, conseguiu a adesão de seis instituições brasileiras a uma rede que promoverá localmente “objetivos globais”. Quais objetivos? “Colaborar com políticas que promovam a erradicação da pobreza, o crescimento econômico e a sustentabilidade do planeta“.

Mas a boa intenção não redime a iniciativa de soar equivocada. Se já não tem sido vantajoso centralizar a educação nacional em iniciativas como ENEM e SISU, que submetem as necessidades dos pequenos centros ao poder dos grandes, dificilmente fará sentido maior ter por norte uma agenda global.

O Brasil é um país continental. Por essa peculiaridade, cada estado deveria possuir força para agir como uma nação independente que encara sua própria realidade. Mas o poder público caminha no sentido oposto. E siglas como a ONU, por mais neutras que insistem ser, possuem uma agenda ideológica a cumprir, e fazem o que podem para que o centro de decisões desloque-se para além das fronteiras da Federação.

É da negligência para com pautas locais que figuras como Donald Trump chegaram ao poder. Como encontra-se hoje formatado, a rede do PNUD soa ainda inofensiva. Mas abre uma brecha. E, por ela, antevê-se um Brasil ainda mais caótico. Todo cuidado é pouco.

Fonte: ONU

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