A crise “Amazon x Doria” mostrou um meio publicitário tão aparelhado quanto o jornalismo – politicas.info
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A crise “Amazon x Doria” mostrou um meio publicitário tão aparelhado quanto o jornalismo

João Doria, quando ainda apresentava o Aprendiz.

A doutrinação esquerdista não respeita hora, dia, lugar ou mesmo intervalo comercial

Screenshot: Vimeo

Talvez só militantes esquerdistas discordem do fato de que o jornalismo há tempos foi tomado por militantes esquerdistas. Porque precisam da narrativa da perseguição, ou o discurso que os vende como defensores dos oprimidos não mais colará. Mas basta ler o jornal, navegar nas redes sociais ou ligar a TV para confirmar que a agenda progressista é incansável, e se pauta manhãs, tardes e noites, sete dias por semana.

A crise nascida da campanha da Amazon contra João Doria apenas confirma que o mercado publicitário, cujos profissionais tantas vezes possuem a mesma formação, é igualmente tomado por essa visão de mundo, ainda que a missão da publicidade seja vender capitalismo à sociedade. Afinal, quem, além de um militante que não digeriu a vitória tucana em São Paulo, convenceria o cliente a embarcar numa campanha contra um prefeito tão bem avaliado, e justo na defesa de pichações, um tema rejeitado por 97% da população?

Só na cabeça de quem não sai da própria bolha publicitária uma iniciativa do tipo findaria em sucesso. E o resultado é o que se acompanhou nas últimas 48 horas: enquanto o anunciante cavava uma saída para a crise, as marcas concorrentes dialogavam com a prefeitura e, principalmente, com o cidadão paulistano, o recorte da população brasileira que mais lotou as ruas contra Dilma Rousseff, Lula e o PT.

Foi o exemplo mais gritante, mas não se trata de um caso isolado. Quinzenalmente alguma grande marca vem se entregando à agenda esquerdista, e colhe o resultado ruim da iniciativa. Porque a doutrinação já extrapolou os limites. Ela está nos jornais, na sala de aula, no voto da Suprema Corte, no protesto, na novela das 18h, das 19h, das 21h e na reprise que passa à tarde, no show de humor, no concerto, no filme, no teatro, no carnaval…

Deveriam respeitar ao menos o intervalo comercial. Afinal, ele não se chama “intervalo” à toa.

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Fonte: Datafolha

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