Segundo o MPF, a obra no São Francisco inaugurada por Temer, Lula e Dilma não fora concluída – politicas.info
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Segundo o MPF, a obra no São Francisco inaugurada por Temer, Lula e Dilma não fora concluída

O presidente Lula participa da convenção nacional do PT, que confirmou a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff à Presidência da República e Michel Temer (PMDB) como vice na chapa.

“A obra da transposição na Paraíba não está concluída”

Foto: Valter Campanato

Em 10 de março de 2017, tentando melhorar a popularidade na região, Michel Temer aterrissou no Nordeste para inaugurar o eixo leste da transposição do São Francisco. Nove dias depois, Lula e Dilma Rousseff apareceram na mesma cidade de Monteiro, na Paraíba, para o que eles mesmos chamaram de “Inauguração Popular da Transposição do São Francisco”.

Com a devida conivência da imprensa, o evento clandestino fez até mais barulho que o oficial. E gerou uma enorme confusão, forçando o Ministério Público Federal a se pronunciar de forma muito clara a respeito da obra entregue: “não está concluída”.

A noma emitida destaca dez pontos, que seguem na íntegra:

  1. A obra da transposição na Paraíba não está concluída, estando em fase de pré-operação e testes;
  2. As obras de adequação necessárias nas barragens Poções, Camalaú e Boqueirão não foram concluídas, bem como não foram elaborados os planos de ação de emergência e/ou de contingência para acidentes;
  3. Ainda não há certeza técnico-científica acerca da qualidade da água, sem o devido tratamento, nos mananciais para consumo humano;
  4. Não existe clareza de informação acerca da vazão da água fornecida pela transposição que passa pelos canais e rio Paraíba, no Cariri paraibano;
  5. A irregularidade da vazão da água que percorre o rio Paraíba, especialmente no trecho Poções-Camalaú, aponta para a precariedade na gestão do sistema;
  6. A passagem da água por Monteiro e Camalaú, em vazão ainda desconhecida, e a suposta chegada da água em Boqueirão, não significarão a interrupção ou suspensão no racionamento d’água em curto prazo;
  7. A falta de revitalização do rio Paraíba prejudica a sustentabilidade da condução da água até o açude de Boqueirão, que abastece Campina Grande e região;
  8. O assoreamento do rio Paraíba e outros fatores como evaporação, infiltração e captação irregular contribuem para dificultar ainda mais a chegada da água no açude de Boqueirão;
  9. A vulnerabilidade da execução da obra pode trazer riscos à integridade física e psicológica da coletividade;
  10. Diante do cenário de incertezas, o MPF alerta a população para que evite banhos nos canais da transposição e no leito do rio Paraíba; não utilize água sem outorga dos órgãos competentes; não pratique atividades de extração mineral sem as devidas autorizações; e, em caso de rompimento de barragens ou canais, cumpra as orientações dos órgãos de defesa civil.

Fica a dúvida se o trio citado na manchete seguirá na disputa pela paternidade de projeto ainda tão problemático.

Fonte: G1

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