Segundo Cunha, Dilma tentou comprar o impeachment no Conselho de Ética – politicas.info
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Segundo Cunha, Dilma tentou comprar o impeachment no Conselho de Ética

Brasília – O deputado Eduardo Cunha durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara que tenta votar o parecer do deputado Ronaldo Fonseca sobre o seu pedido para anular a sessão do Conselho de Ética que aprovou a cassação de seu mandato.

De acordo com Eduardo Cunha, Dilma Rousseff teria oferecido a ele a “ajuda” de cinco ministros do STF

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Sempre que se dava a falar, Eduardo Cunha mostrava um domínio da dinâmica parlamentar que assustava os críticos. Pouco antes de ser preso pela Lava Jato, o deputado cassado utilizou a primeira meia hora de uma longa coletiva que concedia para contextualizar o poder que havia conquistado na Câmara. Na sequência, em tom quase de desabafo, aproveitaria para reforçar uma dura acusação já feita ao PT – e insinuar que o partido contava, para tanto, com o apoio da imprensa e de parte do judiciário.

Jaques Wagner foi o nome mais atingido. Teria partido dele três tentativas de se “comprar” o impeachment com votos para salvar Cunha no Conselho de Ética. Mais do que isso, teria sido a voz de Dilma Rousseff ao insistir que a presidente possuía cinco ministros do STF para “ajudar” o então presidente da Câmara. Em outras palavras, Cunha acusou o PT de usar todo aquele desgaste para não perder a Presidência da República.

Na sequência, ainda que sem ir direto ao ponto, o peemedebista mostraria o trabalho enviezado não só da imprensa, mas também de Rodrigo Janot. Utilizaria, para tanto, um punhado de exemplos que confirmam os pesos e medidas diferentes utilizados pelo procurado-geral da República – e pelo noticiário.

São denúncias sérias que soam consistentes, ainda que partam de uma figura cínica. Ao justificar a data da aceitação do pedido do impeachment de Dilma, Cunha alegou que este já estava assinado e aguardava um momento em que não fosse confundido com pautas em votação na casa que presidia. Mas optou por divulgá-lo justamente em um contexto no qual tudo soaria vingança pelo fato de o PT ter-lhe negado votos no Conselho de Ética. Deixando no ar, inclusive, que o próprio Presidente da Câmara tinha interesse na negociação proposta por Dilma através de Wagner.

Por mais que o processo tenha seguido e atingido os objetivos, a mancha na condução dificilmente sumirá da história. A esquerda, carente de qualquer argumento que a absolva dos graves pecados cometidos, há de se agarrar a ela enquanto quiser existir. Não salvou Dilma, Lula ou mesmo o PT. Mas, na primeira fraqueza de seus opositores, ganhará ares de verdade. E as consequências, mais uma vez, poderão ser desastrosas.

Fonte: G1

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