Se depender dos 61 partidos em criação, a política no Brasil será mais nacionalista e cristã – politicas.info
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Se depender dos 61 partidos em criação, a política no Brasil será mais nacionalista e cristã

A sede por fundo partidário faz com que o Brasil caminhe para ter quase uma centena de partidos

No momento da redação deste texto, e este é um número tão volátil que torna obrigatória tal ressalva, o Brasil possui 35 partidos políticos. O que já parecia caótico em suficiência ganha contornos assustadores ao se conferir no site do TSE que há outras 61 siglas em formação. Se nada for feito contra a sede por fundo partidário, o país seguirá caminhando para quase uma centena de agremiações pleiteando cargos públicos.

É surreal. Mas há esforços – relaxados, é verdade – para conter o avanço. De qualquer forma, e ainda que nome de partido tantas vezes signifique apenas intenções que nunca se concretizam, a tabela do Tribunal Superior Eleitoral ajuda a compreender a política forjada até o momento, e aquela que se planeja para as próximas gerações.

Gerando uma nuvem de tags com os partidos em atividade, vê-se um Brasil bem esquerdista, com termos como socialista, trabalhista, comunista e progressista se destacando. A direita aparece em citações ao cristianismo e ao nacionalismo, mas de forma mais tímida. Valores ligados ao meio ambiente, a causas de minorias e ao liberalismo fazem apenas pequenas figurações.

Ao submeter as siglas em formação a processo semelhante, surge um Brasil bem distinto. Nele, o nacionalismo fala mais alto, com o cristianismo na cola.  Assim como o liberalismo, a cidadania ganha destaque. Todo o discurso social soa mais tímido, e a esquerda só faz algum peso na ala mais trabalhista. Valores como ordem e união também conquistam algum espaço. E apenas um partido pretende bandeirar o progressismo já do nome.

Não vai acontecer, claro. Mas, de uma hipotética concretização de todas estas intenções, nasceria uma nação bem polarizada. Se, por um lado, haveria 18 siglas fazendo menção explícita ao socialismo, com outras 12 menções ao trabalhismo, elas teriam que se entender com 14 agremiações nacionalistas, 10 cristãs e 6 liberais. É curioso notar, contudo, que apenas um grupo pretende encampar o conservadorismo, ou o mesmo número reservado aos militares.

Correndo por fora, sem muitos aliados, há movimentos mirando causas de minorias, como afro-descendentes e indígenas; de categorias específicas, como estudantes e servidores públicos; a prática esportiva, com direito até mesmo a um partido – acredite – corinthiano; a defesa dos animais; e até mesmo um partido pirata.

Uma boa cláusula de barreira, no entanto, pode salvar o brasileiro de tanto oportunista.

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Fonte: TSE

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