Quem pode abrir caminho para João Doria se candidatar a presidente pelo PSDB? A Lava Jato – politicas.info
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Quem pode abrir caminho para João Doria se candidatar a presidente pelo PSDB? A Lava Jato

Ironicamente, a salvação para o PSDB pode ser justamente as denúncias que o atingem

Foto: George Gianni

Desde o impeachment de Fernando Collor, o problema do PSDB é o excesso de cacique para pouco índio. Uma visita aos arquivos do Jornal Nacional mostram, já na noite da queda do ex-presidente, José Serra desejando o ministério da Fazenda do governo Itamar Franco, ou a pasta que serviria de ponte para Fernando Henrique Cardoso presidir o Brasil por oito anos – não sem antes entregá-la a Ciro Gomes, que também se acharia no direito de comandar o país.

Desde então, outros nomes graúdos se julgariam presidenciáveis na sigla. Em especial, os que conseguiram se candidatar: além de Serra, concorreram Geraldo Alckmin e Aécio Neves. Mas, de sabotagem em sabotagem, os tucanos abriram caminho para o PT mandar no Brasil por 13 anos.

Por mais que a conduta da Veja a partir do segundo mandato de Dilma Rousseff demande desconfiança, a recente matéria de capa é de fato arrasadora. O pior que já se atribuiu às gestões petistas surge com o PSDB mineiro de protagonista durante a gestão Aécio: pagamento de propina pela compra de facilidades junto ao governo. O tucano nega, mesmo que admita nem entender o que o atingiu, uma vez que não teve acesso à denúncia – ainda sob sigilo.

Com Serra e Alckmin rumando para crises semelhantes, chegará o momento em que os tucanos precisarão escolher entre as dúvidas da candidatura presidencial e as certezas do foro privilegiado. Com isso, a bola pode finalmente baixar e enxergar saídas viáveis em governos estaduais ou cadeiras no Senado, abrindo caminho para um ficha limpa, alguém de fora, um “outsider”, remeter a mudança para o Palácio do Planalto.

Quem? João Doria, claro.

Neste cenário onde cada tucano corre atrás do possível, Serra governa São Paulo, Anastasia governa Minas Gerais, Aécio e Alckmin garantem oito anos de foro privilegiado no Senado, Bruno Covas administra São Paulo, Aloysio Nunes continua chanceler, e, se forem espertos, e por falta de adversários, um novo “outsider” – Bernardinho? Luciano Huck? – governará o Rio de Janeiro.

Ainda que não seja a salvação para o Brasil, seria a salvação para um partido que jamais enfrentou o próprio ego. Ao menos até o próximo passo da Lava Jato.

Fonte: Veja

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