A organização disse que 1,3 milhão foram à “greve” sindical, mas a PM contou apenas 97 mil – politicas.info
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A organização disse que 1,3 milhão foram à “greve” sindical, mas a PM contou apenas 97 mil

28/04/2017- São Paulo- SP, Brasil- Greve geral: Manifestação no Largo da Batata

As entidades que convocaram o ato de 28 de abril viram 13 vezes mais gente do que a Polícia Militar viu

Foto: Cesar Itiberê/ FotosPublicas

O G1 é um dos portais que melhor registram dados sobre os protestos que tomaram as ruas do Brasil nos últimos anos. Mas, como é hábito da imprensa nacional, se empolga mais quando a agenda interessa à esquerda. Sobre a greve sindical – chamada de “greve geral” pelos organizadores – deste 28 de abril de 2017, o veículo foi extremamente generoso ao jogar na manchete que teria sido o segundo maior desde 2015. Mas a verdade não é bem essa.

Para chegar ao veredicto, os organizadores levaram em consideração a quantidade de cidades onde as centrais sindicais convocaram atos. Neste sentido, superou em dois municípios o primeiro grande protesto pelo impeachment de Dilma Rousseff, que levou uma multidão a 252 praças.

Se levasse em consideração, contudo, o comparecimento, ainda que com números da organização, destacaria que o evento de 2015 teve 1,7 milhão de manifestantes a mais. Mas organizadores sempre inflam os próprios números, o que pede a contagem de uma entidade alheia aos acontecimentos. E a PM historicamente acompanha tais acontecimentos políticos.

De acordo com os sindicatos, 1,3 milhão de brasileiros foram às ruas ontem. Mas a Polícia Militar discorda, e muito: teriam sido apenas 97 mil. Para efeito de comparação, um ano antes, quando as ruas foram tomadas pelo fim do governo Dilma, a contagem da PM chegou a 3,6 milhões, o recorde histórico.

A esquerda não precisava disso. Apesar de toda violência noticiada, o 28 de abril levou contra o governo Temer mais gente do que os últimos dois atos em defesa da Lava Jato – somados!

Mas a militância preferiu vender um delírio. O brasileiro viu as imagens e sabe que não havia tanta gente marchando. Se a “narrativa” convenceu alguém, foram os próprios convertidos. Que, ao que tudo indica, seguirão fechados na bolha na qual se trancaram quando toda essa crise política se iniciou.

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Fonte: G1

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