O STF tirou o Eletrolão de Curitiba, a Lava Jato se mudou para o Rio – politicas.info
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O STF tirou o Eletrolão de Curitiba, a Lava Jato se mudou para o Rio

04.02.2006 - Vista panorâmica Cristo Redentor, Bahia de Guanabara, Pão de Açúcar e Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil.

A Pripyat é mais uma vitória da Lava Jato sobre o STF, que tirou o Eletrolão de Sérgio Moro

Foto: Mario Roberto Durán Ortiz

Rodrigo Janot pediu, Gilmar Mendes e Celso de Mello concordaram, mas Teori Zavascki, Dias Toffoli e Cármen Lúcia formaram maioria. Em jogo, estava uma volta das investigações a respeito do Eletrolão aos cuidados de Sérgio Moro, em Curitiba. Mas o STF achou por bem remeter o caso ao Rio de Janeiro, onde o juiz Marcelo Bretas já ouvia depoimentos depois que a Suprema Corte tirou o esquema da lupa da Lava Jato em outubro de 2015.

Não adiantou. Se a investigação não voltou para Curitiba, a força-tarefa da Lava Jato montou um time no Rio de Janeiro e seguiu tocando o barco na 7ª Vara Federal Criminal. A estreia se deu não só com 35 mandados cumpridos na capital fluminense, mas também na gaúcha. O alvo principal da Operação Pripyat era Othon Luiz Pinheiro da Silva, o ex-diretor da Eletronuclear, mas chamou mais atenção a condução coercitiva de Valter Cardeal, diretor afastado indicado à Eletrobras por ninguém menos do que Dilma Rousseff – ainda ministra de Lula.

A justiça carioca é a terceira casa da Lava Jato, nascida em Curitiba e, por força do foro privilegiado, atuante em Brasília. Além das mais de 30 fases, a operação já rendeu outros 8 desdobramentos, ou seja, investigações independentes nascidas de provas colhidas pelos procuradores paranaenses. O STF vem se esforçando para dificultar os trabalhos, mas os procuradores estão conseguindo vencer os obstáculos.

Fonte: O Globo

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