Mesmo sem combinar com os russos, o governo Temer confia que não será cassado – politicas.info
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Mesmo sem combinar com os russos, o governo Temer confia que não será cassado

Brasília/DF, 12.05.2016 - O ministro Gilmar Mendes toma posse no cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Imagem: Jonas Pereira

A cassação da chapa Dilma/Temer será um jogo de cartas marcadas. Será?

Foto: Jonas Pereira

O noticiário ensina que não é prudente confiar em nenhuma nomeação dos governos Lula e Dilma Rousseff para as instâncias superiores. Ao menos desde que o Roberto Jefferson decidiu contar ao mundo o que sabia sobre o Mensalão. Aquela crise funcionou como gatilho para Márcio Thomaz Bastos acionar com o ex-presidente uma estratégia bolivariana de ocupação das instâncias superiores. Na dúvida, basta somar a quantidade de advogados de campanha que o PT emplacou no TSE e no STF desde então – Dias Toffoli é só o caso mais barulhento.

Há alguns dias, o governo Temer chegou a considerar que superaria o processo de cassação em andamento no Tribunal Superior Eleitoral por um largo placara de 6 a 1, que teria apenas o relator descontente com a festa. Por um motivo torpe que a imprensa nem se enrubesce ao noticiar: “os dois ministros que serão indicados pelo presidente para as vagas de Luciana e de Neves votarão a favor“.

Colunistas afirmaram nos últimos dias que Henrique Neves sempre vota em acordo com Herman Benjamin, o tal relator. Benjamin, ao lado de Luciana Lóssio e Dias Toffoli, trabalharam na referida eleição deixando a pancadaria rolar solta no horário eleitoral até a semana em que a rejeição de Aécio Neves superou a de Dilma. Dali em diante, passaram a censurar qualquer peça do tipo e prometeram liberar apenas material “construtivo” – para máxima alegria de João Santana, que findou garantindo a reeleição da petista.

Lóssio, assim como Toffoli, tinha advogado para o PT antes de chegar ao TSE. Neves, já se sabe, será substituído por Admar Gonzaga e, já se sabe, pedirá vista, para mais um brinde do Palácio do Jaburu.

O que o governo ignora, contudo, é que Gonzaga também advogou para a campanha de Dilma, mas a de 2010. Trabalho que já fizera para FHC e o PFL, mas era da confiança de Dilma. Enquanto isso, Lóssio estaria buscando adiantar o próprio voto, para que concorde com o relator antes de devolver o cargo em maio.

Em outras palavras, o governo Temer conta com os dribles de Garrincha sem antes combinar com os russos. E os russos podem apertar o placar para um 4 a 3.

Recomenda-se aos ministros do grupo ainda majoritário que evitem voar em jatinhos nos próximos meses.

Fonte: O Globo

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