Fatiamento II: Benjamin deve pedir a cassação, mas manter Dilma e Temer elegíveis em 2018 – politicas.info
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Fatiamento II: Benjamin deve pedir a cassação, mas manter Dilma e Temer elegíveis em 2018

07.08.2013 - Ministro Antonio Herman de Vasconcellos e Benjamin. Imagem por: STJ

Com isso, basta a ex-presidente conquistar uma vaga como deputada em 2018 para garantir foro privilegiado

Foto: STJ

Se havia dúvidas sobre a atuação de Herman Benjamin no processo de cassação da chapa que reelegeu Dilma Rousseff e Michel Temer, já se pode falar em quase certezas. A Folha de S.Paulo noticia que, durante os depoimentos prestados por Marcelo Odebrecht, por pelo menos cinco oportunidades, o empreiteiro esclareceu que a então presidente da República tinha ciência de toda a sujeira por trás do financiamento ilícito feito pela empresa que carrega o sobrenome da família. Mas, nestas cinco oportunidades, foi contestado pelo próprio ministro do TSE:

Foram pelo menos cinco vezes em que Benjamin contestou a afirmação de Marcelo de que Dilma sabia. Ele chega a comparar o assunto a uma declaração do executivo de que nunca tratou com Temer de uma doação de R$ 10 milhões discutida em um jantar no Palácio do Jaburu.

Da mesma forma que o senhor não falou diretamente com o presidente Temer sobre os dez milhões, eu imagino, pelo que o senhor está dizendo, que o senhor nunca falou com a ex-presidente‘, disse o relator.”

Em jogo, está uma saída semelhante ao fatiamento do impeachment, que cassou Dilma Rousseff, mas preservou-lhe os direitos políticos. Claro que isso só será possível mediante a toda uma engenharia jurídica para pedir a cassação da chapa, mas manter a dupla elegível. Que se resumiria a: Dilma só soube do caixa dois após o término da eleição.

O que não faz sentido. Afinal, no mesmo depoimento, Marcelo Odebrecht deixa claro, segundo documento trazido em primeira mão pelo Antagonista:

Quando o Palocci saiu da Casa Civil, eu encerrei os créditos na Planilha Italiano, eu nunca mais negociei com o Palocci. Porque, a partir daí, a Dilma definiu como meu interlocutor para tratar de recursos, tudo, o Guido. Então, a partir daí, eu nunca mais negociei com o Palocci incrementos no valor da Conta Italiano.”

Antonio Palocci deixou a Casa Civil em 7 de junho de 2011, mais de três anos antes da referida eleição. E a Odebrecht entregou extratos provando que a conta foi movimentada pelo menos até 2014.

Com mais este fatiamento, Dilma Rousseff só precisa conquistar uma vaga como deputada federal em 2018 para garantir foro privilegiado e jamais ser devidamente atingida pela Lava Jato.

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Fonte: O Antagonista

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