Estudo indica que, se o assassino não tem uma arma de fogo, matará com outras armas – politicas.info
Brasil

Estudo indica que, se o assassino não tem uma arma de fogo, matará com outras armas

Por que o “desarmamento” não ajudou a conter o crescente número de homicídios de mulheres?

Foto: St. Louis Circuit Attorney's Office

Uma dúvida fica no ar quando se absorve o que o Mapa da Violência defende: reduzir a quantidade de mortes por arma de fogo implica numa necessária redução do total de mortes? Ou o homicida/suicida encontrará outras ferramentas para o fim que almeja?

Três dados trazidos pelo próprio Mapa da Violência levantam a suspeita de que as dificuldades impostas pelo Estatuto do Desarmamento não se refletem em um número menor de óbitos. O primeiro deles observa o drama das mulheres. Tanto nos 8 anos que antecedem o Estatuto, quanto no período seguinte, o crescimento da taxa se mantém na casa dos 2% ao ano, não se importando com a entrada da lei – em vigor desde 2004.

Os outros dois números despontam quando se observa especificamente a juventude, ainda que o Mapa da Violência não forneça recortes idênticos para a faixa etária mais nova. De qualquer forma, é possível se chegar à seguinte conclusão: enquanto o número de suicídios por arma de fogo sofre uma drástica queda entre os jovens de 15 a 29 anos, continua alto o número total de suicídios junto à população de 0 a 19 anos.

Se o desarmamento de fato é eficaz em seus propósitos, não seria o caso de o fenômeno se repetir não só nesses dois recortes, mas em todos os demais? Ou, como é de se imaginar, não há um fator que responda sozinho por mudanças do tipo, fazendo do relatório de Waiselfisz apenas uma propaganda ideológica?

Fonte: O Globo

Clique para comentar

Envie-nos uma pauta, esclareça sua dúvida ou corrija/acrescente informações:

Últimas Notícias

Para o Início