Na prática, o Ciência sem Fronteiras era apenas uma cara peça de propaganda do governo Dilma – politicas.info
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Na prática, o Ciência sem Fronteiras era apenas uma cara peça de propaganda do governo Dilma

Cada bolsista do Ciência sem Fronteiras recebia 1.117 vezes mais verba que os alunos do PNAE, por exemplo

Foto: Antonio Cruz.

O Programa Nacional de Alimentação Escolar é muito antigo. A implementação data de 1955. Desde então, vem oferecendo alimentos e educação nutricional a alunos da educação básica matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias de todo o Brasil. Ao todo, 39,1 milhões de estudantes são beneficiados pelo PNAE. Mas, curiosamente, o projeto consumiu em 2015 a mesma quantidade de recursos de um outro mais famoso e restrito.

Na gestão Temer, o Ciência sem Fronteiras vem sendo reformulado para focar-se na pós-graduação. Antes, o programa buscava incentivar a formação acadêmica no exterior. Para isso, oferecia bolsas de iniciação científica a estudantes do ensino superior. Em 2015, apenas 35 mil brasileiros foram agraciados com os recursos do projeto. Mas eis que foram gastos os mesmos R$ 3,7 bilhões do Alimentação Escolar.

Na proporção, cada contemplado pelo Ciência sem Fronteiras recebeu dos cofres públicos valor 1.117 vezes superior ao destinado aos beneficiários do PNAE. Mas a leitura pode ainda se agravar ao se considerar que, de um lado, há alunos da rede pública que nem mesmo verba para alimentação possuem; do outro, estudantes geralmente oriundos da rede privada com razoável domínio de uma segunda língua. Em outras palavras, o governo Dilma vinha proporcionando nos últimos anos uma grave concentração de renda na formação de alguns poucos já afortunados.

Atualização  – 04 de abril de 2017, 16h05

Inicialmente, o texto acima dizia que “O Ciência sem Fronteiras durou bem menos tempos, tendo o fim decretado pelo governo Temer antes do sexto aniversário“. O erro já foi corrigido e a informação suprimida para evitar que se espalhe.

Fonte: UOL

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