Afinal, o que a Lava Jato tanto investiga? – politicas.info
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Afinal, o que a Lava Jato tanto investiga?

O juiz federal Sérgio Fernando Moro concede entrevista.

Por ser esta a 4ª maior democracia do mundo, a importância da Lava Jato extrapola fronteiras

Foto: Marcos Oliveira

O PT até se esforçou para reduzir o Mensalão ao que entendia por um crime menor, um “simples” caixa dois, como se a prática fosse de alguma forma perdoável. Mas de pouco adiantou. Quase uma década depois, a certeza veio na condenação de 25 mensaleiros pela, entre outras práticas criminosas, compra de apoio parlamentar em dinheiro vivo.

Recentemente, analistas políticos se apressaram em chamar o Petrolão de uma continuação do Mensalão, mas os números bilionários desse dão a pista de que em jogo está algo muito maior do que os milhões negociados pelos mensaleiros.

O trocadilho no nome da operação levantava a suspeita de que um enorme esquema de lavagem de dinheiro estava por ser descoberto pela turma de procuradores arbitrada em Curitiba por Sérgio Moro. Mas, afinal, o que investiga a Lava Jato?

A questão salta à mente do cidadão que se perde em meio a um noticiário tão corrido, manipulável e profuso em personagens polêmicos.

Um artigo de Fernando Rodrigues para o UOL dá uma boa dica do que está em jogo. Nele, o jornalista explica o maior desafio do Ministério Público Federal: provar que doações legais para campanhas eleitorais nasceram de relações condenáveis entre gestores públicos e iniciativa privada. E que o próprio TSE era utilizado como lavanderia para o dinheiro sujo que partia das estatais, passava por empreiteiras bilionárias e findava seguidamente reelegendo corruptos.

Fato é que o Petrolão se mostra um esquema criminoso que não se restringia à Petrobras, ao PT, ao governo, ao Brasil ou mesmo a um passado recente. Está em jogo um conjunto de práticas delinquentes que privilegiavam alguns poucos poderosos, eternizando-os no poder e, por consequência, enfraquecendo a democracia e todos os valores virtuosos que necessitam desta para sobreviverem.

É contra esta cultura criminosa que a Lava Jato – e todos aqueles que a defendem – luta. Não é uma missão fácil. Tanto que Sérgio Moro manteve a operação em laboratório por longos seis anos. E só a tornou pública quando, em março de 2014, encontrou as condições necessárias para atrair a proteção da opinião pública e assim ter o escudo vital para combater as forças políticas mais poderosas do país.

Havendo alguma dúvida a respeito da força da Lava Jato, basta lembrar que, apenas dois anos após aquele verão, suas descobertas derrubaram um grupo que estava há 13 anos na Presidência da República, grupo este que tinha planos e capital político para completar duas décadas no comando. Tudo isso na quarta maior democracia do mundo.

Não é pouco, nem desimportante. O mundo precisa que uma nação como o Brasil tenha instituições democráticas sólidas e prósperas. E isso inclui uma Justiça que consegue conter as autoridades mais poderosas.

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Fonte: UOL

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