Mesmo tentando se esconder, Lula foi protagonista do impeachment de Collor – politicas.info
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Mesmo tentando se esconder, Lula foi protagonista do impeachment de Collor

O impeachment de Fernando Collor de Mello teve uma primeira proposta mais barulhenta por Aloizio Mercadante em debate com Fernando Henrique Cardoso na Folha de S.Paulo, registro esse feito pela edição de 29 de setembro de 1991. O tucano, de cara, chamaria aquilo de golpe, uma vez que discutiam uma saída para a crise econômica e o PT preferia apostar no afastamento do presidente.

Mas o Partido dos Trabalhadores não descansaria da ideia até vê-la vencer exatamente um ano depois. Lula já surgiria em público defendendo-a dois meses após o debate na Folha. Mas apenas a poucos meses do derradeiro fim concluiria que seria melhor deixar o protagonismo para o PMDB, ou entenderiam todo o processo como uma vingança do principal derrotado da campanha de 1989.

Em vão.

O Jornal Nacional que noticiaria a derrota de Collor mostraria um brasil muito mais vermelho do que verde ou amarelo. E colheria de Lula, então presidente do PT, o seguinte depoimento:

“Hoje nós temos quase 90% da população a exigir a saída do Collor. E eu acho que o Congresso Nacional deve pura e simplesmente retratar aquilo que é a vontade da nação brasileira.”
(Lula, em 1992, pouco antes da votação que afastaria Fernando Collor de Mello da Presidência da República)

Naquela mesma edição do Jornal Nacional, Orestes Quércia, como líder da oposição, informaria que se reuniria com alguns outros líderes já na manhã seguinte, e levaria o resultado da reunião para Itamar Franco. Quem representaria o PT? Lula.

Mas o petista não participaria do governo do mineiro. Em situação semelhante à de Aécio Neves hoje, por ter sido derrotado num segundo turno por margem apertada, julgava  que o melhor a fazer seria continuar opositor e assim vencer as eleições seguintes, uma vez que liderava pesquisas de intenções de votos.

Mas Lula não esperava que o Plano Real seria um sucesso. E só no século seguinte conseguiria presidir o Brasil.

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