As palavras mais repetidas no Senado quando Dilma Rousseff foi afastada – politicas.info
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As palavras mais repetidas no Senado quando Dilma Rousseff foi afastada

“Golpe” foi menos usado no Senado do que “democracia”, mas o jogo foi disputado

O afastamento de Dilma Rousseff consumiu 20 horas de um sessão do Senado iniciada em 11 de maio de 2016, mas concluída apenas na manhã seguinte. Semanas depois, Renan Calheiros publicou “20 Horas na História“, livro que reúne as notas taquigráficas daquele encontro.

Jogando o arquivo num gerador de nuvens de tags é possível descobrir os termos mais repetidos naquela tribuna. Uma das primeiras a chamar atenção é justo uma palavra que o PT fez questão de popularizar logo quando chegou ao poder: “bilhões”. Repetida 103 vezes nos discursos, ganhava o noticiário quando Lula e Dilma lançavam obras faraônicas, mas logo se convertia em “superfaturamento”. Já próximo ao impeachment, o termo seria atrelado à corrupção desvendada por dezenas de operações da Polícia Federal.

Claro, o Senado (326 vezes) foi mais citado do que a Câmara (139) ou mesmo o Congresso (140), mas menos do que a República (365). A Constituição (191) foi menos lembrada do que a lei (191). Mas crime (180) bateu com folga o fiscal (158), algo que poderia ser evitado se as “pedaladas” fossem chamadas pelo termo que uma fraude contábil merece.

Dentre os personagens, Dilma Rousseff, lógico, foi mencionada em 312 momentos, contra 214 de Renan Calheiros, que presidia a sessão, e 107 de Antonio Anastasia, relator do pedido na Comissão Especial. Se “brasileiro” ecoou 179 vezes nos sistema de som da casa, “brasileira” foi ouvida outras 120. Mas nada que chegasse perto de Brasil (398), país (449) e principalmente governo (520).

O povo, coitado, tão perturbado em anos eleitorais, só teve 254 citações.

Houve interesse pela história (114 vezes), vida (127) e democracia (138). Mas o protagonismo precisou ser dividido com a palavra “golpe”, gritada em 135 oportunidades. Responsabilidade (296) até que se saiu bem, mas nada que se comparasse com impeachment (377). Por fim, presidenta (157) levou uma surra de presidente (1217).

Contudo, nenhum termo consegue fazer frente àquele que mereceu 1824 registros. Justo o que o Brasil dizia a Dilma Rousseff, a Lula e ao PT: não.

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Fonte: Senado Federal

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