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Categoria: Acervo

O PCdoB ignora que a Segunda Guerra só começou após um pacto entre comunistas e nazistas

O PCdoB aproveitou o 9 de maio de 2017 para, nas redes sociais, vender uma ideia que a esquerda brasileira adora defender: a de que o nazismo fora derrotado pelo comunismo. Para tanto, destacou que a queda de Berlim se deu pelas armas do exército soviético. Mas, claro, essa história está muito mal contada.

O que o Partido Comunista do Brasil esconde de seus seguidores ficou conhecido como “Pacto Molotov-Ribbentrop”. Na madrugada de 24 de agosto de 1939, mas registrado ainda como 23, Vyacheslav Molotov e Joachim von Ribbentrop, como representantes da União Soviética e Alemanha Nazista respectivamente, assinaram em Moscou um pacto de não-agressão entre ambas as nações. Pelo tratado, nazistas e comunistas concordavam em passar 10 anos sem qualquer conflito, sem apoio aos inimigos da outra parte, com cooperação econômica e estreitamento de laços. Do lado soviético, não haveria qualquer intervenção numa invasão alemã à Polônia. E, ao final do conflito, o leste europeu ficaria aos cuidados de Joseph Stalin, com o oeste sob o comando de Adolf Hitler.

Uma semana depois, os nazistas invadiram a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial.

Em outras palavras, o conflito mais sangrento da história da humanidade só se iniciou após Hitler ter dos comunistas a garantia de que cooperariam com o nazismo. E o plano só não se concretizou com êxito porque o próprio líder nazista quebraria o pacto em 22 de junho de 1941, iniciando uma invasão do território soviético.

Quanto à queda de Berlim, estava programada para se dar por um grande ataque liderado pelos exércitos britânico, americano e soviético. Mas o contra-ataque de Hitler na Batalha das Ardenas consumiu o máximo de recursos de todos os envolvidos no conflito a oeste. Apesar de dramática, a resistência ocidental forçou a rendição do exército alemão, o que abriu caminho para o exército vermelho avançar pelo leste já certo da vitória.

A participação soviética foi, sim, importante para o fim do conflito. Mas não teria logrado êxito semelhante sem a ajuda capitalista.

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Quando presidente da República, Lula defendia o corte do ponto de grevistas – e cortava

Em 2007, insatisfeitos com medidas tomadas pelo governo Lula no início do segundo mandato, alguns setores públicos entraram em greve. Apesar de o então presidente da República ser um ex-sindicalista, as paralisações se estenderam muito além do que esperava o Palácio do Planalto. Foi quando Lula afirmou em entrevista coletiva que o ponto dos grevistas precisava ser cortado, do contrário, não passaria de “férias”.

“Não é possível, e nenhum brasileiro pode aceitar, alguém fazer 90 dias de greve e receber os dias parados, porque, aí, deixa de ser greve e passa a ser férias.”

No mês seguinte, uma vez que os comandos de greve não cediam, o petista tomou a medida drástica e cortou o ponto dos grevistas do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Neste 26 de abril de 2017, alegando representar o povo brasileiro, a esquerda paralisou grande parte do país e protagonizou uma porção de atos políticos violentos, por vezes com risco à vida dos manifestantes. Até o momento da redação deste texto, Lula só se pronunciou por um perfil no Twitter. E não pediu o corte no ponto de ninguém.

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Desmentindo Odebrecht, Dilma alegou que não era candidata em 2009, mas o noticiário discorda

Ainda na entrevista concedida à Folha de S.Paulo para rebater os relatos dados por Marcelo Odebrecht ao TSE, Dilma Rousseff alegou que não faria sentido ligar a pessoa dela a uma negociata suja com Guido Mantega pois a petista, por estar enfrentando um câncer, ainda nem era candidata a presidente da República.

“O senhor Marcelo Odebrecht diz que R$ 50 milhões foram doados em 2009 e faz uma relação disso com o Refis. Ora, em 2009 eu tive um câncer e sequer era candidata a Presidência.”

Para azar de Dilma, a internet tem uma memória melhor do que a dela. Uma breve visita ao acervo da época mostra que, com ou sem doença, a ministra da Casa Civil já era trabalhada como sucessora de Lula. O screenshot abaixo é de outubro de 2009.

Clique na imagem para visitar a notícia original.

Esta outra notícia, ainda de maio de 2009, mostra que Lula trabalhava a sucessora mesmo enquanto ela se tratava do câncer, vide a peruca usada pela então ministra.

Clique na imagem para visitar a notícia original.

A corrida presidencial já estava tão avançada que, de acordo com o Datafolha, Dilma Rousseff fechou 2009 já atrás de José Serra, o favorito até então. Enquanto o tucano ostentava 37% das intenções de votos, a petista crescia para 23% naquele natal.

Como manda a lei, a candidatura dela só foi registrada em 2010, e ela possivelmente alegará isso ao tentar se reposicionar sobre a fala. Mas, na prática, ela era candidata à sucessão mesmo antes de descobrir o câncer.

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A aula que Paschoal deu à Comissão do Impeachment sobre os crimes cometidos por Dilma

Em 30 de março de 2016, a comissão que analisa o impeachment de Dilma Rousseff convidou os autores do pedido para explicarem seus pontos aos 65 parlamentares que a compõem. Miguel Reale Jr. abriu os trabalhos e não só apresentou os aspectos técnicos do processo, como ressaltou que as principais vítimas dos crimes cometidos pela presidente são justamente os brasileiros mais humildes – que não mais gozam de uma economia estável.

Contudo, o destaque da tarde coube a Janaína Paschoal. Acostumada a enfrentar militantes na USP, a criminalista peitou os protestos dos governistas, dominou o auditório com uma argumentação afiada e, por 30 minutos, praticamente desenhou os três principais crimes cometidos por Dilma Rousseff.

O canal da Câmara dos Deputados mantém um registro da sessão. Janaína começa a falar aos 58 minutos. Para conferir a explanação, basta clicar no player acima.

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Antes de entrar para o STF, Mendes cobrou do Supremo um contato mais moderado com a imprensa

Gilmar Mendes já foi advogado-geral da União. Mais do que isso, foi um advogado-geral da União que cobrava discrição dos membros do Supremo Tribunal Federal. Está tudo registrado em uma breve nota da coluna Holofote, publicada na Veja de 19 de junho de 2002. Nela, o atual presidente do TSE surge autor de uma carta ao STF na qual pedia para que os senhores juízes mantivessem um relação mais contida com a imprensa.

Cliquem na imagem para acesso à notícia original.

Catorze anos após a nota acima, quando o STF vergonhosamente manteve Renan Calheiros na Presidência do Senado, retirando-lhe apenas o direito de assumir eventualmente a Presidência da República, o finado Teori Zavascki aproveitou o voto para enviar uma clara indireta a Gilmar Mendes, lembrando-lhe que a Lei da Magistratura proíbe críticas de juízes a atos de seus pares. Fazia referência não só à polêmica fala de Mendes, na qual chegou a sugerir o impeachment de Marco Aurélio Mello, mas a toda uma relação questionável daqueles magistrados com a imprensa – em especial, a do ex-advogado-geral da União.

E pensar que Marco Aurélio Mello recebeu Mendes tão bem, com direito a partidas de tênis e tudo mais.

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Mesmo tentando se esconder, Lula foi protagonista do impeachment de Collor

O impeachment de Fernando Collor de Mello teve uma primeira proposta mais barulhenta por Aloizio Mercadante em debate com Fernando Henrique Cardoso na Folha de S.Paulo, registro esse feito pela edição de 29 de setembro de 1991. O tucano, de cara, chamaria aquilo de golpe, uma vez que discutiam uma saída para a crise econômica e o PT preferia apostar no afastamento do presidente.

Mas o Partido dos Trabalhadores não descansaria da ideia até vê-la vencer exatamente um ano depois. Lula já surgiria em público defendendo-a dois meses após o debate na Folha. Mas apenas a poucos meses do derradeiro fim concluiria que seria melhor deixar o protagonismo para o PMDB, ou entenderiam todo o processo como uma vingança do principal derrotado da campanha de 1989.

Em vão.

O Jornal Nacional que noticiaria a derrota de Collor mostraria um brasil muito mais vermelho do que verde ou amarelo. E colheria de Lula, então presidente do PT, o seguinte depoimento:

“Hoje nós temos quase 90% da população a exigir a saída do Collor. E eu acho que o Congresso Nacional deve pura e simplesmente retratar aquilo que é a vontade da nação brasileira.”
(Lula, em 1992, pouco antes da votação que afastaria Fernando Collor de Mello da Presidência da República)

Naquela mesma edição do Jornal Nacional, Orestes Quércia, como líder da oposição, informaria que se reuniria com alguns outros líderes já na manhã seguinte, e levaria o resultado da reunião para Itamar Franco. Quem representaria o PT? Lula.

Mas o petista não participaria do governo do mineiro. Em situação semelhante à de Aécio Neves hoje, por ter sido derrotado num segundo turno por margem apertada, julgava  que o melhor a fazer seria continuar opositor e assim vencer as eleições seguintes, uma vez que liderava pesquisas de intenções de votos.

Mas Lula não esperava que o Plano Real seria um sucesso. E só no século seguinte conseguiria presidir o Brasil.

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O dia que Lula pediu desculpas pelo Mensalão

Era 12 de agosto de 2005. Na Granja do Torto, ao vivo para todo o país, Lula desejou uma tarde boa aos amigos e amigas, e, como era hábito, iniciou o discurso enumerando os feitos de sua gestão. Ao citar a palavras “companheiros”, contudo, entrou no tema que justificava o pronunciamento. O Mensalão estava em todos os jornais matando o petismo de vergonha, afinal, este chegara ao poder hasteando a bandeira da ética.

O presidente recordaria o fato: “Em 1980, no início da redemocratização decidi criar um partido novo que viesse para mudar as práticas políticas, moralizá-las e tornar cada vez mais limpa a disputa eleitoral no nosso país“. Na sequência, estabeleceria que tudo havia sido feito à revelia do comando da nação: “Eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento“. Aquilo não podia ficar assim: “É necessário punir corruptos e corruptores“.

Já próximo ao final, viria o parágrafo mais marcante, reprisado abaixo na íntegra:

“Queria, neste final, dizer ao povo brasileiro que eu não tenho nenhuma vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos que pedir desculpas. O PT tem que pedir desculpas. O governo, onde errou, tem que pedir desculpas, porque o povo brasileiro, que tem esperança, que acredita no Brasil e que sonha com um Brasil com economia forte, com crescimento econômico e distribuição de renda, não pode, em momento algum, estar satisfeito com a situação que o nosso país está vivendo.”

Hoje, a Lava Jato caminha para provar que tudo não passou de um enorme espetáculo de cinismo. Se, diantes das câmeras, o petismo desculpava-se pelo Mensalão, nos bastidores, substituía o esquema pelo Petrolão, elevando as cifras milionárias à casa dos bilhões.

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As três mentiras que Hugo Chávez contou na véspera de vencer a primeira eleição presidencial

Com 56% dos votos, Hugo Chávez chegou à Presidência da República na Venezuela pela eleição de 6 de dezembro de 1998. Um dia antes, concedera a entrevista destacada no vídeo acima. Nela, uma versão “paz & amor” do bolivariano faz três promessas que até acalmariam o eleitorado, mas não seriam cumpridas.

O homem que assumiria o comando e só o largaria 14 anos depois – quando de sua morte – garante que devolveria o poder em cinco anos ou menos, jurando respeitar as regras vigentes. Também em respostas diretas, o líder de esquerda que daria nome ao chavismo promete jamais estatizar empresas privadas, ou ainda rever as concessões dos principais canais de TV.

– Dizem que você não é democrata. Você está disposto a devolver o poder após 5 anos?
Claro que estou disposto a entregar, não somente após 5 anos, eu disse que, inclusive, antes. (…) Se, por exemplo, em dois anos descobrirem que sou um fiasco, um fracasso, ou cometo um delito, ou algo que justifique a minha saída do poder antes de 5 anos, eu estaria disposto a fazê-lo.”

– Nacionalizaria algum meio privado de comunicação?
Não. Basta o meio de comunicação que tem o Estado. E o Estado tem o canal 8. (…) Com os demais canais, tenho as melhores relações. Devem continuar sendo privados.

Não há intenção de nacionalizar absolutamente nada?
Não, absolutamente nada.

Anos depois, após um punhado de manobras legislativas, Chávez aparelharia a Suprema Corte, promulgaria uma nova Constituição, não renovaria a concessão dos veículos de imprensa que mais lhe faziam críticas e deixaria o governo para Nicolás Maduro, o projeto de ditador que levaria a economia venezuelana à ruína, e seu povo, a uma crise humanitária.

Uma versão legendada da entrevista pode ser conferida aqui.

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Lula, na campanha de Dilma, sobre o Petrolão: “Se alguém roubou, tem que ir pra cadeia”

Durante a campanha que garantiria a reeleição para Dilma Rousseff, Lula vestiu a roupa dos funcionário da Petrobras e, diante da sede da estatal, protagonizou um ato que tentava pintar Marina Silva como inimiga da empresa. No entanto, o desbocado ex-presidente achou por bem invadir outros assuntos mais delicados e, a respeito do Petrolão, um esquema existente ao menos desde a chegada do PT à Presidência da República, gritou para o Brasil inteiro ouvir:

“Se alguém praticou o erro, se alguém roubou, este alguém tem mais é que ser investigado, ser julgado e, se for culpado, tem que ir pra cadeia.”

Hoje, menos de três anos depois, a Lava jato tenta provar que ele sempre foi o chefe de todo o esquema.

Para relembrar o momento, basta acionar o player abaixo:

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Em vídeo, ao lado de Sanchez, Lula diz que Odebrecht iniciou obras do Itaquerão sem contrato

De acordo com a Lava Jato, o Itaquerão foi viabilizado graças a pagamentos de propina pela Odebrecht. O do Corinthians não seria o único estádio da Copa na mira dos investigadores, mas é o caso sobre o qual a operação mais avançou.

Em vídeo que chegou às redes sociais, ao lado de Andrés Sanchez, Lula agradece a boa vontade de Emílio e Marcelo Odebrecht, que teriam iniciado as obras três meses antes da assinatura do contrato. Pelos palavras do ex-presidente, o discurso foi filmado entre 2011 e 2013.

Andrés Sanchez, que se tornaria deputado pelo PT, disse que o Corinthians não tem o que temer. Mas é o tipo de garantia que petistas não estão conseguindo dar.

https://www.youtube.com/watch?v=cz5gjYuQsSc

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